Quinta-feira, Julho 9, 2009

Regras no crédito à habitação mais apertadas

As regras no crédito à habitação vão ficar mais apertadas. O Governo liderado por José Sócrates vai controlar mais os bancos na renegociação de spreads, e fez aprovar esta quinta-feira, em Conselho de Ministro um diploma que altera o decreto-lei que regula as práticas bancárias na concessão do crédito à habitação.

“Como noticiou o «Jornal de Notícias», e tendo em conta a prática bancária de negociar a redução do spread do crédito à habitação como contrapartida da aquisição de outros produtos financeiros, o Governo determina que será obrigatório informar o consumidor da Taxa Anual Efectiva Revista, permitindo assim a comparação dos custos e benefícios nas várias opções.

«Atendendo ao facto de vários consumidores terem vindo a ser confrontados com um aumento do spread fundado no incumprimento das condições de contratação», pode ler-se no comunicado enviado pela Presidência do Conselho de Ministros, a legislação vai proibir agora que as instituições bancárias aumentem o spread um ano após o incumprimento do contrato.

Com vista a «uma maior transparência e uma maior protecção do consumidor de produtos de crédito», o decreto-lei estende o regime que regula as práticas bancárias na concessão e renegociação do crédito à habitação ¿ cálculo de juros, reembolso antecipado, vendas associadas, dever de informação e publicidade ¿ a outros empréstimos cuja garantia incida sobre um imóvel que garanta também um contrato de crédito à habitação.

O diploma vem completar outros dois que já existem: o decreto-lei 51/2007, que regula as práticas dos bancos e o 171/2008, que visa acabar com os obstáculos à renegociação dos empréstimos.” in Agência Financeira

Publicado por Jorge Silva em 16:01:41 | Permalink | Sem Comentários »

IDEIAS SOLTAS

Os comentários com insultos  não são publicados.

Passo a vida a repetir isto…

Já agora aproveito para informar que no UK vive um Santo Português não identificado que não gosta dos serviços dos Notários…

Sobre a questão das justificações, não costumo justificar o injustificável, aliás o meu texto anterior visa apenas alertar para consequências futuras das reformas e de forma alguma se reporta a factos concretos e muito menos à notícia do Correio da Manhã de ontem, qualquer outra leitura será abusiva…

Os problemas de que falo não são os fiscais,  prendem-se antes com os efeitos jurídicos dos actos presididos por profissionais cada vez mais economicamente dependentes e a enorme dificuldade que as partes terão para contraditar em juízo os documentos lavrados por estes.

Na minha opinião, o actual sistema híbrido em que se manteve quase intacta a valoração da prova e que tornou equivalente aquilo que nunca o será, é pior que o sistema anterior (Notariado Latino) e também que o sistema do nosso amigo do UK, ou seja o Anglo-Saxónico, neste momento o cidadão tem ao seu dispor um sistema jurídico que não é carne nem é peixe e mais tarde ou mais cedo o país vai ter de optar por um caminho, não é preciso deitar fora o que foi feito, apenas temos de escolher para onde vamos e tornar homogéneo o sistema jurídico.

Publicado por Jorge Silva em 15:03:59 | Permalink | Sem Comentários »

REFORMA, O BALANÇO POSSÍVEL…

A privatização do Notariado tinha como pressuposto básico que o Notário continuaria a exercer a sua função de forma, absolutamente, independente e neste sentido os notários foram obrigados a exercerem em exclusividade a sua actividade e simultaneamente foi assegurada alguma estabilidade económica a todos os membros da classe.

Actualmente, temos que ainda se mantem em vigor um draconiano estatuto profissional similar ao dos magistrados mas, paulatinamente, o legislador vai extinguindo qualquer garantia de estabilidade económica aos Notários, que são alvo de concorrência, absolutamente, desleal (veja-se a problemática do IVA). 

Aliás no que se refere à vertente económica o mesmo sucede com Advogados e Solicitadores que cada vez mais enfrentam enorme dificuldades criadas pelo número absurdo de prestadores de serviços existentes no mercado.

Considerando as competências agora atribuídas a Advogados e Solicitadores, que  anteriormente eram exclusivas dos Notários, temo que no futuro a fragilidade económica destes Agentes da Justiça irá ter consequências terríveis para o país, especialmente, para os nossos cidadãos mais desprotegidos…

Infelizmente, os rumores, os zunzuns, são tantos, que a curto prazo, começarão a vir ao de cima todos os problemas de uma reforma que por vezes pareceu mais uma corrida de cem metros do que uma maratona.

Publicado por Jorge Silva em 13:13:47 | Permalink | Comentários (1) »

DE REGRESSO APÓS ALGUM SILÊNCIO…

Para elucidar um visitante do blog:

1.º No nosso país nenhuma aquisição de imóvel entra directamente no registo, precisa sempre da intervenção de um intermediário, seja nos Serviços Públicos de Gestão Pública, (Casa Pronta), nos Serviços Públicos de Gestão Privada (Notários) ou nos Serviços Privados (Advogados e Solicitadores).

2.º Os custos processuais de aquisição de imóveis, sem contabilizar impostos, foram sempre mais baratos no nosso país,comparativamente com o resto da Europa, principalmente, quando se recorre ao crédito bancário e , sobre este tema foram já publicados diversos estudos.

3.º Os honorários dos Notários portugueses, em relação aos seus colegas Europeus sempre apareceram no fundo da tabela.

4.º A aquisição de imóveis em Portugal era comprovadamente um acto seguro com risco mínimo de litígio para as partes.

5.º Actualmente, temos um sistema híbrido em que o Estado concorre com privados com regras claramente violadoras da concorrência e esta é uma verdade apoiada em factos tão evidentes que escuso de os recordar…

6.º A crise hipotecária e os atentados do 11 de Setembro colocaram a nú todas as dificuldades do sistema anglo-saxónico de titulação, baseados em seguros de título.

Para concluir, recordo que apesar de tudo as reformas implementadas possuem aspectos positivos e que só não existe um consenso entre a maioria dos Notários e o actual Governo porque este último, pura e simplesmente em momento algum nos incluiu neste processo.

P.S. Sobre as notícias de ontem apenas posso dizer que a implementação tão tardia do Conselho do Notariado pode ter provocado graves prejuízos ao Estado e que a colaboração entre as diversas Entidades evitaria o avolumar de situações nocivas para o interesse público.

Publicado por Jorge Silva em 12:33:43 | Permalink | Sem Comentários »

Sexta-feira, Junho 26, 2009

REALIDADE ALTERNATIVA

Publicado por Jorge Silva em 15:11:59 | Permalink | Comentários (1) »

DISCUTIR O FUTURO

A única forma democrática de um Governo conseguir implementar reformas num país é convencer os seus cidadãos de que as mesmas são necessárias e incluí-los neste processo.

O actual Governo, quando promoveu a chamada reforma Simplex em momento algum tentou conversar com os Notários sobre a mesma, posso dar vários exemplos:

- Os Notários não estavam representados na Comissão de Desformalização onde até particulares tinham lugar.

- Os Notários apenas eram convidados a pronunciar-se sobre novos diplomas ,estritamente, no que significava o cumprimento da lei e mesmo assim, sempre com um prazo diminuto…

- Os Notário foram excluídos de quase todos os novos projectos, aparecendo apenas quando não era possível evitar, assim do género “jantar de família” em que lá somos obrigados a convidar aquele primo de quem ninguém gosta mas que os laços familiares obrigam a que esteja presente.

Do lado dos Notários, também nem sempre  as coisas foram  conduzidas da melhor forma pois a resistência à mudança em alguns sectores era manifesta, algo normal numa classe em processo de rejuvenescimento, não me refiro tanto à idade mas sim às ideias, pois também muitos da minha geração ainda acreditavam no mito do Notário, fechado no seu Castelo, leia-se no seu Cartório,muito longe do profissional que se pretende para o Séc. XXI.

Porém, há uma realidade que este Governo não pode negar, os Notários aderiram maciçamente às novas tecnologias disponibilizadas pelo Ministério da Justiça e muitos dos novos projectos só começaram a funcionar e até foram aperfeiçoados porque, individualmente, fomos comunicando os “bugs” do sistema e até apontando novos caminhos, ou seja a classe não é amorfa, não está cristalizada, quer participar na modernização do país, porém as regras que nos regem neste momento são injustas, senão vejamos só a título de exemplo:

- É correcto, que os Notários, responsáveis por verificar a legalidade dos pactos das sociedades durante décadas, quando realizam uma empresa on line em que o cliente não pretende usar a minuta fornecida tenham de pagar ao MJ quase 400 euros?

- É correcto que se o cliente do Notário pretender utilizar os registos provisórios tenha de pagar por inteiro esses registos sejam feitos ou não on line, o que impede em absoluto a concorrência com a Casa Pronta?

- É correcto, fixar um preço para as habilitações de herdeiros mais registo predial, em pacote que se o Notário quiser oferecer um preço igual tem de pagar do seu bolso a diferença?

Conforme sempre defendi, o caminho seja qual for o Governo não é o da confrontação e muito menos o da afronta, não é possível ser Notário Público ( apesar da gestão privada) contra o Governo, assim como não é possível pretender passar uma borracha por cima desta profissão secular e esperar que todos fiquemos calados, a solução passa com certeza por encontrar um caminho que sirva acima de tudo os interesses do país e esse pode muito bem ser o que foi proposto pelo PS, ou seja acabar com o duplo controlo da legalidade, mas reconhecendo de forma paritária a sua existência e se em tempos isso era quase impossível ,hoje, com as novas ferramentas, só ainda não foi implementado porque o poder político não o quis!

Publicado por Jorge Silva em 12:07:46 | Permalink | Comentários (1) »

Quinta-feira, Junho 25, 2009

A RESPOSTA:

Notários
Ministério assegura que Governo não tenciona privatizar conservatórias 
24.06.2009 - 07h31 Lusa
O Ministério da Justiça assegurou ontem, em comunicado, ser “absolutamente falso que o Governo tenha por objectivo privatizar as conservatórias, ou que alguma vez tenha colocado essa hipótese”. O documento da tutela da Justiça surge em reacção a declarações proferidas pela bastonária da Ordem dos Notários ontem à tarde, após uma audição parlamentar.

Carla Soares colocou a hipótese de o Governo pretender privatizar as conservatórias, possibilidade a que o Presidente do Instituto dos Registos e do Notariado manifestou simpatia. As declarações do secretário de Estado Tiago Silveira sobre a última greve dos trabalhadores das conservatórias foram vistas, pela bastonária, como mais uma indicação no sentido dessa privatização.

Porém, de acordo com o Ministério da Justiça, a 29 de Abril, num comunicado conjunto com o Instituto dos Registos e do Notariado, foi esclarecido que o Governo pretende manter as conservatórias e os serviços de registo no sector público. Assim, “é absolutamente lamentável que a Bastonária da Ordem dos Notários invoque as declarações do secretário de Estado da Justiça como mais uma indicação no sentido dessa privatização”, critica a nota de imprensa enviada pela tutela da Justiça.

No comunicado lê-se ainda que “as posições já publicamente assumidas no sentido da privatização das conservatórias vieram sempre da parte do PSD e nunca da parte deste Governo”. Na mesma nota, o Ministério da Justiça reage às críticas da bastonária à componente informática do Simplex, que, na opinião de Carla Soares, “não acautela a segurança jurídica dos cidadãos”.

A bastonária deu como exemplos da falta de segurança jurídica o facto de a certidão permanente ser agora apenas um “print” sem qualquer assinatura e de o registo de propriedade de um imóvel ser um pdf não encriptado.

“O Ministério da Justiça compreende que classes profissionais habituadas a ter o exclusivo da prática de certos actos não fiquem agradadas com medidas que impliquem a sua modernização, a desmaterialização de procedimentos e a existência de concorrência, mas a possibilidade de as pessoas e empresas poderem escolher se utilizam, ou não, os seus serviços é um objectivo de interesse público, fundamental para que se deixe de pagar a burocracia e para canalizar essas poupanças para investir e criar emprego”, sustenta a nota de imprensa.

Por fim - e em resposta ao facto de Carla Soares ter dito que o Estado está a fazer “concorrência desleal” aos notários privados - a tutela argumenta que “os serviços públicos serem competitivos, úteis e permitirem redução de custos aos cidadãos e empresas não gera concorrência desleal para com os notários”.in Público

Publicado por Jorge Silva em 10:50:08 | Permalink | Comentários (1) »

Terça-feira, Junho 23, 2009

Bastonária dos notários alerta para perigos do Simplex


Carla Soares pondera apresentar queixa ao Ministério Público

A bastonária da Ordem dos Notários garantiu esta terça-feira que a componente informática do Simplex «não acautela a segurança jurídica dos cidadãos», pelo que «também não é compatível» com o Portal Europeu da Justiça, previsto para 2010. Em declarações à Agência Lusa após a audição parlamentar, Carla Soares deu como exemplos de falta de segurança jurídica o facto de a certidão permanente ser agora apenas uma impressão, sem qualquer assinatura, e de o registo de propriedade de um imóvel ser um pdf não encriptado. Aos deputados da primeira comissão parlamentar, a bastonária manifestou a sua preocupação por estar a haver «uma auto-regulação que não é muito recomendável numa altura de crise», pois a venda de quotas das sociedades está a decorrer sem «a verificação da legalidade, nem pelas conservatórias, nem por ninguém». Queixa ao Ministério Público Não tendo obtido qualquer resposta da Comissão de Protecção de Dados, a Ordem dos Notários pondera agora apresentar queixa directamente ao Ministério Público para travar as conservatórias que, segundo a bastonária, consultam a base de dados do registo civil e enviam cartas nomeadamente a viúvos, o que pode constituir um ilícito criminal. Carla Soares referiu que, nas missivas, se lamenta a morte do familiar e é feito um convite para que a partilha e a habilitação de herdeiros sejam feitas nas conservatórias. A bastonária acusou também as conservatórias de - no momento da oficialização de um divórcio - fazerem assinar, às partes, um documento em que se responsabilizam por não quererem fazer as partilhas no imediato. Para a bastonária, trata-se de uma forma de pressão para que as pessoas optem pelas conservatórias em detrimento dos advogados ou dos notários. Por seu lado - alertou Carla Soares - os notários, ao não poderem aceder à base de dados dos registos civis, têm de cobrar as certidões aos seus clientes. A bastonária criticou ainda que sejam cobrados os mesmos 250 euros nos casos em que uma pessoa trata do registo de propriedade de um imóvel e da habilitação de herdeiros na conservatória e quando apenas faz o registo de propriedade, optando por continuar o processo fora da conservatória. Carla Soares recusou também uma interpretação simplificada da parte da lei que permitirá aos notários privados regressarem, em Fevereiro de 2010, à Administração Pública. Segundo a responsável, se quiser regressar ao vínculo estatal, nunca o poderá fazer como notária mas como conservadora e à Função Pública só poderão retornar metade dos actuais 412 notários que trocaram o público pelo privado. «A outra metade ficará no desemprego», anteviu a responsável, lembrando a quebra de 78,36 por cento de receitas registada pelos cartórios. Aos deputados, a bastonária falou na opção de a licença sem vencimento ser prolongada, uma vez que, com o reingresso dos notários e de outros funcionários no sector público, caberá ao Estado português pagar-lhes os salários. «Concorrência desleal» No parlamento, Carla Soares garantiu ainda que o Estado está a fazer «concorrência desleal» aos notários privados e colocou a hipótese de o Governo ter por objectivo privatizar as conservatórias, uma possibilidade a que o presidente do Instituto dos Registos e Notariado terá manifestado simpatia. As declarações do secretário de Estado Tiago Silveira sobre a última greve dos trabalhadores das conservatórias é vista pela bastonária como mais uma indicação no sentido dessa privatização. «O Estado desvia a clientela dos notários no sentido de tornar atractivas as conservatórias para depois as privatizar», afirmou. in TVI

Publicado por Jorge Silva em 23:55:54 | Permalink | Sem Comentários »

Sexta-feira, Junho 19, 2009

O FAZEDOR DE TÍTULOS:

«Buscas a escritórios de advogados são próprias de Estado terrorista»- Bastonário da Ordem dos Advogados

Publicado por Jorge Silva em 13:45:28 | Permalink | Sem Comentários »

Quinta-feira, Junho 18, 2009

CERTIFICAMOS QUASE TUDO… DIGO QUASE, POIS NÃO TENHO TEMPO PARA PROCURAR OS ALEGADOS 6 000 000 DE ADEPTOS DO BENFICA

Publicado por Jorge Silva em 18:55:28 | Permalink | Sem Comentários »